A Era da Inteligência Artificial começou e, com ela, algumas questões que antes ficavam no campo da especulação e ficção, agora estão bem próximas das nossas realidades. Uma questão que tem trazido muita preocupação é sobre a capacidade dessas IAs de tomarem decisões sem – ou com menos – vieses que humanos.

Isto porque mesmo as inteligências artificiais generativas mais robustas, com bilhões de parâmetros, geram suas interações, respostas e conclusões baseadas nos dados que foram utilizados para treiná-las. Um exemplo que ilustra bem essa questão, mas que acende muitos alertas, é o da pesquisadora Joy, do MIT, que não conseguiu utilizar um software de reconhecimento facial, uma vez que o programa não tinha dados de codificação para a estrutura facial e tons de pele negros.

É preciso ser antirracista e ensinar as IAs

Na prática, ninguém nasce discriminando pessoas com diferentes tons de pele, identidades de gênero ou sotaques. Todos os processo de discriminação são adquiridos ao longo da vida, conforme as pessoas são expostas a situações e contextos que incitam e reforçam esses preconceitos, e o mesmo vale para as Inteligências Artificiais.

A diferença é que nós, humanos, também estamos expostos constantemente a contextos que combatem esses preconceitos, que buscam reparar danos históricos, incluir e prezar pela diversidade.

Com o acesso facilitado à informação e à educação, e a possibilidade de conhecer e aprender sobre outras culturas, povos e idiomas, chega um ponto que permanecer discriminando passa a ser uma escolha, e um problema que precisa ser sanado com mais educação.

As IAs, por sua vez, não têm essa liberdade de escolher quais contextos reproduzir e quais valores reforçar ou condenar. Essencialmente, elas ainda são ferramentas e só conseguem operar baseadas nas informações que nós – no caso os desenvolvedores -, alimentam nos modelos de treinamento.

Justamente por essa razão, é tão importante que as questões de D&I estejam sempre presentes em todos os espaços. Nas salas de aula, com práticas e projetos inclusivos que gerem representatividade a todos, nos espaços corporativos, com vagas de afirmação, e considerando o avanço rápido da Era da Inteligência Artificial, isto precisa ocorrer com urgência nas equipes de desenvolvimento.

Times compostos por membros de diferentes culturas, tons de pele, idade, gêneros, crenças e até mesmo gostos musicais, serão cada vez mais importantes para o treinamento das inteligências artificiais. Quanto mais essa diversidade for praticada, mais dados pluriculturais serão gerados, e ter essa pluriculturalidade nas equipes de engenharia, por exemplo, irá garantir que esses contextos mais inclusivos e diversos serão englobados nos modelos de treinamento.

Democratizar a IA é o início do ciclo orgânico da inclusão

Outro fator que também pode contribuir muito para acelerar a “educação” de Inteligências Artificiais inclusivas é a democratização do acesso à tecnologia. Por mais que em um primeiro momento, computadores com IA embarcada, como os novos notebooks Intel Core Ultra ainda sejam voltados para uma fatia específica do mercado, a tendência é que 80% dos PCs já tenham essas tecnologias até 2028.

Diversidade e InclusãoDemocratizar o acesso a novas tecnologias, como a Inteligência Artificial, é um passo importante para tornar o ambiente corporativo mais diverso e inclusivo. Fonte: Getty Images

Isso significa que em quatro anos ou menos, praticamente todas as pessoas que possuírem um PC, por mais simples que ele seja, terão acesso a ferramentas de IA, com poder a aplicações simples para alimentar e criar seus próprios modelos. Na última década, as redes sociais se provaram ferramentas importantíssimas para impulsionar o processo de dar visibilidade a grupos que até então dependiam quase exclusivamente de porta-vozes.

Em 2023, praticamente qualquer pessoa pode ter sua voz, suas dores e suas lutas ouvidas, apoiadas e respeitadas. Dessa forma, não é exagero assumir que a democratização do acesso  às inteligências artificiais terá um impacto tão ou mais significativo para construir uma sociedade mais inclusiva, pois quanto mais diversas forem as “lições ensinadas” a essas ferramentas, mais elas vão perpetuar este ciclo de inclusão.

Fonte – Uol

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