Apesar de estarmos quase chegando ao final de 2023, os telescópios espaciais James Webb, Hubble e Euclid continuam normalmente com suas operações no espaço; ou seja, eles permanecem na coleta de dados fascinantes de diversas regiões do universo. Durante o mês de dezembro, assim como nos meses anteriores, os instrumentos dos telescópios ajudaram a desvendar alguns mistérios da astronomia e captar imagens fantásticas.

A partir das fotografias espaciais e dados astronômicos, os cientistas buscam compreender como opera o funcionamento do cosmos e o sentido de diferentes fenômenos da natureza. As novas imagens apresentam sistemas galácticos, aglomerados de estrelas, remanescente de supernova e até um clopse-up de Urano.

Confira 5 imagens fantásticas na NASA em dezembro

Utilizando os instrumentos espaciais dos diferentes telescópios, a Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço dos Estados Unidos (NASA), a Agência Espacial Europeia (ESA) e a Agência Espacial Canadense (CSA) divulgaram novas fotos incríveis de diferentes regiões do universo. Por exemplo, uma imagem que apresenta a beleza incomum de Urano.

Diferentemente de Saturno, os anéis de Urano estão na posição vertical e, por isso, proporcionando uma aparência oval.Diferentemente de Saturno, os anéis de Urano estão na posição vertical e, por isso, proporcionando uma aparência oval.Fonte:  NASA / ESA / CSA / STScI 

A partir dos dados da câmera de infravermelho próximo (NIRCam), os astrônomos do James Webb conseguiram montar uma imagem em close-up de Urano. A fotografia apresenta os anéis do planeta, a calota polar norte, a calota interna branca e nove luas que estão próximas de Urano — no total, existem 27 luas.

“Um dia em Urano dura cerca de 17 horas, então a rotação do planeta é relativamente rápida. Isto torna extremamente difícil para observatórios com um olhar aguçado como o Webb capturar uma imagem simples de todo o planeta. Esta imagem combina várias exposições mais longas e mais curtas deste sistema dinâmico para corrigir essas pequenas alterações ao longo do tempo de observação”, a NASA descreve.

Galáxia Arp-Madore 2105-332

A imagem do sistema de galáxias Arp-Madore 2105-33 apresenta um par de galáxias interagindo entre si, uma menor que outra. À esquerda é possível observar a galáxia 2MASX J21080752-3314337, já à direita está a galaxia 2MASX J21080362-3313196. Apesar dos nomes complicados, ambos são utilizados como referências para as coordenadas astronômicas da região.

O sistema de galáxias Arp-Madore 2105-332 está localizado a aproximadamente 200 milhões de anos-luz de distância da Terra, na constelação Microscopium.O sistema de galáxias Arp-Madore 2105-332 está localizado a aproximadamente 200 milhões de anos-luz de distância da Terra, na constelação Microscopium.Fonte:  ESA / Hubble / NASA 

“Ambas as galáxias são de um tipo conhecido como galáxias de linhas de emissão. Isto significa simplesmente que, quando observados com espectrômetros, os espectros de ambas as galáxias exibem picos brilhantes característicos, conhecidos como linhas de emissão. Isto é diferente, por exemplo, das galáxias com linhas de absorção cujos espectros contêm lacunas distintas, conhecidas como linhas de absorção”, é descrito em um comunicado oficial.

Aglomerado estelar IC 348

Com filamentos que parecem com fios de cabelos, a imagem apresenta a região central do aglomerado estelar conhecido como IC 348. Na mesma região, os cientistas também detectaram três estrelas anãs marrons com cerca de oito vezes menos a massa de Júpiter. O mais interessante é que uma dessas estrelas pesa entre três a quatro vezes mais que Júpiter, um dado que desafia o atual conhecimento sobre a formação de estrelas.

No centro da imagem, é exibida um par de estrelas do tipo B em um sistema binário; as estrelas mais fracadas estão espalhadas pela fotografia.No centro da imagem, é exibida um par de estrelas do tipo B em um sistema binário; as estrelas mais fracadas estão espalhadas pela fotografia.Fonte:  NASA / ESA / CSA / STScI 

“As finas cortinas que preenchem a imagem são materiais interestelares que refletem a luz das estrelas do aglomerado – o que é conhecido como nebulosa de reflexão. O material também inclui moléculas contendo carbono conhecidas como hidrocarbonetos aromáticos policíclicos, ou PAHs”, os cientistas descrevem.

Remanescente de supernova Cas A

Em abril de 2023, o Telescópio Espacial James Webb (JWST) fotografou a remanescente de supernova Cassiopeia A (Cas A) a partir do instrumento MIRI. Em dezembro, uma nova imagem foi coletada, mas desta vez a partir do NIRCam. Ambos os dados sugerem novas características na camada mais interna da remanescente, inclusive, algumas delas só foram detectadas com o MIRI.

Cas A tem uma extensão de 10 anos-luz e está localizada a aproximadamente 11 mil anos-luz de distância da Terra.Cas A tem uma extensão de 10 anos-luz e está localizada a aproximadamente 11 mil anos-luz de distância da Terra.Fonte:  NASA / ESA / CSA / STScI 

“A luz infravermelha é invisível aos nossos olhos, por isso os processadores de imagem e os cientistas traduzem esses comprimentos de onda da luz em cores visíveis. Nesta imagem mais recente do Cas A, as cores foram atribuídas a diferentes filtros do NIRCam, e cada uma dessas cores sugere uma atividade diferente que ocorre dentro do objeto”, a NASA descreve.

Aglomerado NGC 2210

O NGC 2210 é um aglomerado globular localizado na galáxia satélite Grande Nuvem de Magalhães (LMC) que possui, provavelmente, 11,6 bilhões de anos. Os globulares são aglomerados que se conectam a até milhões de estrelas e podem durar por muito tempo; por isso, costumam ser objeto de estudo dos astrônomos que buscam compreender as estrelas mais antigas do universo.

O aglomerado globular NGC 2210 está localizado a aproximadamente 157 mil anos-luz de distância da Terra.O aglomerado globular NGC 2210 está localizado a aproximadamente 157 mil anos-luz de distância da Terra.Fonte:  ESA / Hubble / NASA 

“Além de ser uma fonte de investigação interessante, este aglomerado antigo, mas relativamente jovem, é também extremamente bonito, com a sua população altamente concentrada de estrelas. O céu noturno seria muito diferente da perspectiva de um habitante de um planeta orbitando uma das estrelas no centro de um aglomerado globular: o céu pareceria estar repleto de estrelas, em um ambiente estelar que é milhares de vezes mais lotado do que nosso próprio”, é descrito em uma publicação sobre a imagem.

Aglomerados de galáxias Abell 3192

Antes do ano acabar, o Telescópio Espacial Hubble captou uma fotografia impressionante do aglomerado de galáxias conhecido como Abell 3192. Quando foi observado pela primeira vez, em 1989, os cientistas imaginavam que ele era apenas um aglomerado de galáxias, mas as observações mais recentes apontam que sua massa é densa em dois pontos distintos. Ou seja, a região abriga dois aglomerados de galáxias independentes.

Um dos aglomerados está a aproximadamente 2,3 mil milhões de anos-luz da Terra, o outro está a 5,4 milhões de anos-luz; ambos estão na constelação de Eridanus.Um dos aglomerados está a aproximadamente 2,3 mil milhões de anos-luz da Terra, o outro está a 5,4 milhões de anos-luz; ambos estão na constelação de Eridanus.Fonte:  ESA / NASA / Hubble 

“Assim como todos os aglomerados de galáxias, este está impregnado de gás quente que emite potentes raios X e está envolto por um halo de matéria escura invisível. Todo esse material não observável, sem mencionar as muitas galáxias visíveis nesta imagem, compreende uma quantidade tão grande de massa que o aglomerado de galáxias curva perceptivelmente o espaço-tempo ao seu redor, transformando-o em uma lente gravitacional”, a NASA publicou em um post oficial.

Gostou do conteúdo? Então, fique por dentro de todas as curiosidades sobre astronomia aqui no TecMundo. Se desejar, aproveite para entender como o Telescópio James Webb revelou detalhes dos anéis de Netuno em nova imagem.

Fonte – Uol

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